Por Toni Sando

Muito se fala sobre o crescimento do turismo de natureza, das experiências autênticas e da valorização do interior. Mas o turismo rural vai além dessas tendências.
Ele representa uma nova forma de desenvolvimento econômico, capaz de transformar aquilo que um destino já possui em oportunidades para toda a comunidade.
O Estado de São Paulo é um dos maiores exemplos desse potencial.
São centenas de municípios com vocação para o turismo rural, oferecendo vivências que aproximam o visitante do campo e das histórias de quem vive e trabalha na terra. Hoje, as pessoas não procuram apenas um lugar para visitar. Procuram significado. Querem conhecer a origem do café que degustam, caminhar por uma vinícola, visitar uma queijaria artesanal, colher frutas no pomar.
O produto passa a ser expressão de um território. Esse movimento gera um efeito econômico relevante. O produtor amplia suas fontes de renda, novos negócios surgem, pousadas, restaurantes, artesãos, transportadores, e a economia local como um todo se beneficia.
Mas esse desenvolvimento não acontece sozinho.
Ele depende da articulação entre três protagonistas: poder público, iniciativa privada e entidades representativas.
Cabe ao poder público criar um ambiente favorável, com infraestrutura, capacitação e políticas de incentivo. Aos empreendedores cabe transformar vocações em experiências memoráveis. E às entidades cabe integrar os diversos atores, estruturar rotas e promover destinos.
É exatamente nesse ponto que o projeto Made in São Paulo ganha relevância. Mais do que um selo, o Made in São Paulo nasce como uma estratégia de valorização da origem, reconhecendo produtos, serviços e experiências que traduzem a identidade paulista.
Quando um visitante leva para casa um café especial, um vinho, um queijo artesanal, um doce típico ou um artesanato com a chancela Made in São Paulo, ele leva consigo muito mais do que um produto. Leva a história de uma família, a tradição de uma região, a cultura de um povo e a identidade de um território.
O turismo rural e o Made in São Paulo compartilham o mesmo propósito, de transformar autenticidade em valor. Enquanto o turismo proporciona experiências, o selo reforça a qualidade, a origem e a identidade, ampliando a competitividade dos produtores e fortalecendo as economias regionais.
Valorizar quem produz é valorizar o território. E valorizar o território é construir um turismo mais sustentável, mais competitivo e mais humano.
Toni Sando é CEO Visite São Paulo Convention Bureau e Presidente da Unedestinos – União Nacional de CVBs e Entidades de Destinos
FUNDAÇÃO 25 DE JANEIRO
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